Como conseguir uma namorada no ensino médio

Decisões que me fizeram ser "Vitorioso aos 21 anos"

2020.11.21 19:42 TheAshba Decisões que me fizeram ser "Vitorioso aos 21 anos"

Vou contar um pouco sobre a minha vida, hoje eu estou meio sensível e quero desabafar...
Minha família sempre foi humilde e simples (Mãe, padrasto e irmão), nunca faltou comida em casa, tive privilégios como vídeo game e computador graças a pensão que meu Pai mandava. Morei a minha vida toda em um bairro simples e humilde da zona sul de SP, vivíamos bem com 3 salários mínimos e casa própria.
Quando eu estava no 2º ano de ensino médio me vi perdidamente apaixonado por uma garota chamada "S", éramos da mesma classe fazia 2 anos e eu a amava do fundo da alma, todo dia nós nos víamos na escola e conversávamos, ela sabia que eu amava ela porque eu já tinha contado, mas ela dizia não ter esse sentimento reciproco, ela gostava de min como um irmão (na época os meus amigos nomeavam de friendzone), eu aguentei por um tempo mas chegou um dia que não deu, explodi e coloquei tudo que sentia para fora e desabei em minhas lagrimas, ela disse não pela ultima vez. Foi ai que eu decidi que ia mudar tudo na minha vida e esquece-la!
A primeira coisa que eu fiz foi mudar de escola na metade do 2º ano, fui para uma escola melhor e bem classificada no ranking de escolas publicas da zona sul de São Paulo. Dentro da sala de aula eu sempre fui o cara que tirava 5, 6 e 7 nas provas e avaliações, e isso me mantinha aprovado na escola antiga, porem na escola nova a média era 7, tive que me adaptar e foi bem difícil, passei a estudar de verdade e conseguir passar para o 3º ano.
No final do 2º ano eu percebi que já tinha superado meu amor não correspondido, mas ainda lembrava dela com frequência, até a encontrei no ônibus algumas vezes, meu coração pulava dentro do peito quando isso acontecia.
O 3º ano foi o melhor de todos, amigos legais, garotas bonitas, passeios de classe, idas ao Ibirapuera depois da aula, tudo perfeito a não ser meu problema com minha identidade visual.. Fui muito inseguro com minha aparência e sempre me achei feio, não tinha coragem de chegar nas garotas e só flertava quando alguma garota dava em cima, fracassado né.
Mas foi no final do 3º ano que minha vida ia começar a mudar, um amigo me disse que já ia começar a procurar emprego caso não entra-se na faculdade por vestibular, e eu fui fazer a mesma coisa porque a situação em casa estava ficando difícil, meu padrasto estava desempregado e minha mãe fazendo festa de criança, não estava fácil sustentar eu e meu irmão. Nesse procura por emprego no vagas.com , encontrei um curso de administração grátis dado pelo Instituto ProA e foi ai que tudo começou!
Inicio de 2017 iniciei esse curso de administração "Preparatório para o mercado de trabalho", a melhor experiência da minha vida, 4 anos de conteúdo em 6 meses de curso, eu e meus colegas de curso estávamos em êxtase, o curso não era fácil e era muito criterioso, mas eu consegui passar e no final ainda consegui uma indicação para o mercado de trabalho. UMA VAGA DE APRENDIZ EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM UM BANCO MULTINACIONAL SUIÇO, parece até piada o garota humilde da quebrada conseguir isso aos 18 anos, nesse banco eu já ganhava salario de mil reais, vale refeição e transporte, convênio e os caralho.
Paralelo ao emprego de jovem aprendiz eu estava estudando para fazer o ENEM, estudava 2 horas por dia durante a semana já que trabalhava apenas 6 horas, fiz outros cursos grátis também no Instituto IOS e fazia INGLES pagando com meu salario. Fiz a prova do ENEM no final de 2017 e consegui uma bolsa de 100% para cursar Redes de Computadores na UNINOVE, o primeiro da família a entrar em uma faculdade, minha mãe chorou tanto...
Na metade de 2018 meu contrato de estagio acabou e eu não conseguir efetivação por falta de vaga, minha mãe foi embora com meu padrasto e irmão para o interior de São Paulo e me deixaram cuidando da casa, queriam criar o pequeno em uma cidade calma e com ar limpo. Um amigo de precisava de um lugar para morar, porque a mãe e o padrasto também estavam indo embora só que para o Japão kk, chamei ele para morar comigo e dividir os custos da vida. Graças a ele ter vindo morar comigo eu conheci uma garota que acabou virando minha namorada, ficamos juntos por 2 anos, terminamos faz 21 dias, estou bem sem ela e quero que ela seja feliz.
No começo de 2019 consegui um estagio em TI, fiquei lá por 8 meses e sai porque consegui um outro estagio que pagava bem mais e eu iria aprender em dobro também, assim 2019 se resumiu a trabalhar e estudar.
E por fim, agora no final de 2020 vou concluir meu curso da faculdade e meu estagio ao mesmo tempo, vou ser efetivado ganhando quase 4 mil reais com todo tipo de beneficio possível aos 21 anos, sem nada para me preocupar a não ser trabalhar e cuidar da minha vida.
Me considero um cara sortudo que por algum motivo o destino sorriu pra min e me deu tanta experiência, conhecimentos, amigos e oportunidades. Só que não sei porque eu, só sei que vou aproveitar tudo isso e continuar sendo humilde e ajudando as pessoas da forma que me ajudaram!
Uma mudança radical na sua vida pode fazer as coisas melhorarem, não hesite, eu tive medo e é normal ter medo, você só não pode hesitar porque isso vai limitar as oportunidades que podem aparecer pra você, então da a cara pro mundo, mude, passe vergonha, trabalhe bastante e não se acomode..
Obrigado por tirar seu tempo para ler minha história 😊
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2020.11.12 00:32 Observador2469 Existe algum problema em tentar arrumar uma namorada apenas pelo sexo?

Durante quase todo meu período na escola, fui o "patinho feio". Eu não era uma aberração, acho era 4 ou 5/10, mas eu não me arrumava bem me cuidava direito (mas eu era bem higiênico). E apesar disso algumas garotas até gostaram e se interessaram por mim (por incrível que pareça). Existiam dois fatores para eu não ter me relacionado com ninguém na época da escola: o primeiro era que eu não me interessava por relacionamentos como meus colegas; o segundo problema era meu vício em masturbação, que me acompanhava desde os 10 anos e que só consegui vencer neste ano.
Tudo mudou quando comecei a me arrumar e me cuidar. Eu estava no 3° ano do ensino médio. Eu nunca tive problemas com a socialização, mas nunca tive muita confiança, atitude ou vontade de conversar. Desta forma, apesar de receber inúmeros olhares, elogios e flertes não me interessei em entrar em relacionamentos ou ficar com as garotas.
Tudo mudou nesse ano. Entendi o porque de eu não sentir interesse em falar com as garotas (vício em masturbação) e resolvi esse problema. Também fui um dos jovens que fez a quarentena como foi pedido - fiquei de março até setembro em casa, quando comecei a sair para fazer ginástica (academia) - isso junto a uma frequência saudável de masturbação, aumentou muito a minha libido e fantasias. A questão é que atualmente, não sinto mais nem 10% do prazer que eu sentia ao me masturbar e tenho sentido casa vez mais vontade de fazer sexo. Destarte tenho pensado seriamente em arrumar uma namorada pra fazer sexo.
Faz-se necessário observar que eu não tenho problema algum em dar atenção, carinho e um pouco do meu tempo para a garota em questão, se eu conseguir receber sexo em troca.
Considerando apenas a aparência, tenho chance com uma boa parte das garotas da minha idade (18). Considerando meu papo e flerte, também.
A pergunta que eu faço a vocês é a seguinte: existe algo de errado com a minha lógica? Na parte de namorar a mina só pelo sexo? Tenho pensando muito nisso. Quando procuro me distanciar um pouco do meu próprio ponto de vista, penso que eu estou sendo mal caráter e apenas usando a mina.
Desde já agradeço pelas respostas e atenção de vocês. E foi mal pelo textão. Penso que uma contextualização adequada é necessária para boas respostas.
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2020.10.16 22:23 Creative_Oven_6350 Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

Bem, antes de começar, essa conta é uma throwaway, já que pessoas próximas podem ver o post.
A questão é a seguinte: logo que saí do Ensino Médio, consegui entrar em uma universidade federal. Na época eu tinha algumas ideias do que queria fazer para a vida e decidi arriscar na que me parecia mais legal. Não me entendam mal, não é que eu me arrependa de minha escolha, honestamente se não fosse por ela eu não acho que seria a pessoa que sou hoje e não conheceria minha namorada (com quem tenho um relacionamento há 5 anos).
Para ser mais específico, eu entrei em Licenciatura e Bacharelado em História, na UFPR. Eu realmente gostei do curso. História sempre foi uma área que me fascinou e durante a formação pendi cada vez mais para a pesquisa. No entanto, claro que na metade da graduação percebi a falta de perspectivas de pesquisas nessa área no Brasil e comecei a pensar em alternativas de onde trabalhar.
Sempre gostei de dar aula, apesar de nunca querer ser professor do Estado. Então entrar em PSS não era uma opção. Antes da minha primeira graduação, durante e até um tempo depois, sempre trabalhei informalmente em negócios da família. Fui assistente administrativo no escritório de contabilidade dos meus pais. Ajudei na pequena gráfica digital que meu tio tinha, tanto no balcão quanto no setor de compras. Esses trabalhos me ensinaram muitas coisas e me deram muitas habilidades diferentes. Sempre sou elogiado por ser comunicativo, tenho habilidades avançadas no pacote Office completo, aprendi a mexer em estoque, arquivo, realizar trabalhos braçais etc.
Só que em certo momento percebi que precisava de um trabalho formal. Algo que estivesse registrado em minha carteira de trabalho. Aqui entra outra coisa que gosto muito: idiomas. Desde cedo sempre estudei outras línguas por conta própria. Sempre foi um hobbie meu. Me tornei fluente em inglês, consigo conversar em francês e japonês e tenho certo conhecimentos de espanhol e LIBRAS. Aproveitando essas minhas habilidades, consegui me tornar professor de inglês.
Mas a ideia de virar professor de inglês nunca me foi permanente. A falta de perspectiva de uma carreira nunca fez com que eu quisesse ser professor. Pesquisador sempre tive vontade. Por outro lado, vejo amigos meus com 30, 35 anos fazendo doutorado, pesquisas maravilhosas, mas precisando arrumar outros empregos para se manter e ganhar mais ou menos mil reais por mês. Não é uma vida que quero ter.
Estou com 23 anos no momento. Quando estava com 20, decidi que iria para outra área que sempre tive muito interesse: a parte comercial. Sempre fui bem com números. Não só enquanto trabalhava no escritório de contabilidade de meu pai, mas também participei e "ganhei" algumas Olímpiadas de Matemática enquanto estava na escola. A área administrativa também era interessante. Então pensei bastante e cheguei a conclusão que se conseguisse algo na área de Relações Internacionais ou Comércio Exterior, teria a carreira que sempre quis.
Isso se deu por volta do início de 2018. Achar estágio na área de História (em museus e coisas do tipo) nunca deu certo, tanto pela falta de vagas quanto pela carga horária diária do meu curso que nunca batia com o que eu achava. Consequentemente, fui procurar estágios e empregos em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Assim se deu o meu ano de 2018. Obviamente, sem nenhum resultado.
Eu mandava todo mês meu currículo para inúmeras vagas. Nunca recebi uma única resposta. Tudo bem. Bola pra frente. 2019 chegou e eu me formei na metade do ano. Mais 6 meses sem nenhuma resposta. Nesta época, eu já enviava o currículo semanalmente. Queria alguma oportunidade em RI ou Comex. Eu achei que História era um curso similar o suficiente. Pelo jeito, as empresas não concordavam.
Depois de minha formatura, há quase um ano e meio procurando, decidi investir em concursos públicos. Talvez eu conseguisse uma área no setor comercial ou administrativo do Estado. Não seria um problema se eu pudesse migrar posteriormente. Prestei vários concursos que fiquei três ou quatro vagas abaixo da linha de corte. A frustração era grande, mas eu continuava.
Enquanto isso, precisava me sustentar. Portanto, permaneci dando aulas de inglês. Não posso negar, sou bom nisso. Não muito bom, mas o suficiente para receber elogios esporádicos tanto de alunos quanto colegas. Quem sabe se em algum momento eu me dedicasse à área pedagógica, pudesse crescer e construir uma carreira ali.
Porém, eu sabia que investir na área pedagógica me afastaria completamente de RI e Comex. Então nunca fiz isso ou fui para esse lado. Em certo momento de 2019, passei no edital do IBGE para o Censo 2020. Meu nome foi homologado no Diário Oficial da União. Eu estava dentro. Tinha conseguido algo diferente, além de dar aula. A frustração parecia ter acabado. Só precisava esperar março de 2020 para ser chamado. Minha namorada chorou de felicidade por mim. Eu também estava transbordando por dentro.
Aí aconteceu que... a pandemia. Todos sabem. A verba do Censo 2020 foi cortada completamente nesse ano e transferida para o segundo semestre de 2021, isso se não for postergada mais uma vez. Depois, descobri que o concurso que tinha passado era PSS e mesmo eu estando dentro, não significava que seria chamado. Nisso já era metade do primeiro semestre de 2020 e eu também não havia parado de mandar currículo para RI e Comex. Se eu conseguisse um emprego nessa área, não ficaria no IBGE (pois o cargo era temporário de apenas um ano).
Extremamente frustrado, depois de muitas e muitas (e muitas) crises de raiva, tristeza e angústia, decidi investir em alguma coisa que fosse mudar tudo. Comecei uma segunda graduação. Moro em Curitiba e diante das possibilidades de cursos que poderia fazer nessa área, optei pela que me pareceu melhor: Comércio Exterior.
Minhas aulas começaram em julho desse ano. Desde o mês sete, tenho uma única rotina: todo dia da semana eu acordo, vasculho a internet, sites especializados, grupos de WhatsApp e Telegram, em busca de empregos para a área comercial, administrativa, financeira ou até logística. Existem muitas coisas em cada um desses setores com as quais eu adoraria trabalhar. Todo dia, literalmente todo dia mesmo, eu me inscrevo em média de uma até três vagas - tipo, todo dia.
Desde julho, sou rejeitado em umas 30/40 vagas mensalmente. Entrar em uma segunda graduação de Comércio Exterior realmente ajudou: agora sou chamado para entrevistas e provas. No entanto, sempre que me perguntam se eu faço alguma coisa, se ainda trabalho, digo que tenho o trabalho temporário de instrutor de línguas. Algo que quero largar assim que conseguir outro trabalho na área que quero, ou seja, na área para a qual estou me inscrevendo.
Só que é sempre nessa parte, é sempre nesse momento que vejo claramente que sou colocado de lado. Ninguém quer contratar alguém que precisou trabalhar como professor. Algo pedagógico, muito diferente do mundo comercial. Sempre elogiam minha curiosidade por línguas, acham legal meu contato com setores administrativos e financeiros no passado, mas por terem sido trabalhos informais, ninguém se importa. Sim, estou frustrado.
Dia após dia recebo e-mails falando que não foi dessa vez. Isso quando os recebo. A maior parte das inscrições por e-mail não são respondidas. As que realizo por sites diversos, estão marcadas 90% como "Rejeitado por falta de experiência". Todos estágios. É sério. Tenho mais de 40 vagas de estágio rejeitadas por "falta de experiência". Repito novamente porque estou frustrado: estágios.
Eu não consigo um único estágio. Em nenhuma área. Todo dia sou recusado. Não importa se é RI. Setor de compras. Setor administrativo. Setor financeiro. Setor de logística. Só preciso desse primeiro emprego na área. Aposto que os demais vão vir muito mais facilmente (porque mais difícil não tem como existir).
E receber constantemente, apesar do esforço diário de mandar currículos, atualizar informações em sites (sim, tenho perfil em LinkedIn e mais outros diversos sites de emprego), apenas me lembra do meu fracasso. Não tenho perspectivas nenhuma de que vou conseguir. Nenhuma perspectiva que vou mostrar para alguém quão esforçado posso ser. Quão dedicado. Eu só preciso de uma chance para a primeira oportunidade.
Estou nessa há 3 anos. Acumulo quase 100 rejeições totais desde que comecei minha segunda graduação. Cada vez me empenho mais para tentar. Cada vez tenho menos vontade e fico pior. Menos motivado. Antes que alguém fale alguma coisa (se alguém aguentou ler esse textão de desabafo até aqui), estou sempre verificando meu currículo: como apresentar informações, tirando, colocando coisas. Já contratei profissionais de currículos que analisaram e mudaram algumas coisas. Já apresentei pra muitos profissionais colegas e da família que deram algumas sugestões e elogiaram outras coisas. É algo que estou sempre tentando melhorar, mais e mais.
Pra encerrar, existe um fator nisso tudo que aumenta ainda mais a frustração comigo mesmo, a frustração com todo esse cenário. Minha namorada trabalha na área de tecnologia. Em 2019, decidiu arranjar um estágio. Se inscreveu para três e conseguiu um deles. Agora em 2020 decidiu ir para outro, se inscreveu em uma única vaga e foi aprovada. Não tenho raiva nem dela. O que mais me afeta é a diferença da facilidade de conseguir emprego em uma área comparada à outra. Ela é minha namorada. Amo ela e estou feliz que ao menos um de nós está tendo conquistas dessa área. Mas não consigo deixar de ficar pior, o problema sou eu? Nunca vou conseguir uma vaga simplesmente por causa da minha primeira formação? Porque precisei dar aulas para me sustentar? O problema é algum outro?
Enfim, esse é o meu desabafo. Desculpem pelo tamanho do texto e obrigado se alguém chegou até aqui.
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2020.10.06 15:24 Creids258 Não sei tomar um rumo na minha vida

Bom dia! Acompanho este subreddit há um tempo e hoje resolvi postar algo pela primeira vez, vamos lá. Durante muito tempo na minha vida desde a infância sempre fui fechado e tímido, sofri bullying por andar torto, ando assim até hoje, fiz fisioterapia e pilates desde criança e aos 7 anos fiz uma cirurgia porque eu tinha um encurtamento no fêmur , fiquei com depressão no ensino médio, nunca tive muitos amigos, e quase nunca saia de casa para fazer as coisas por ser um medroso e meio paranoico, sempre quando tinha algo na minha escola, uma social da sala eu ia, mas depois de um tempo comecei a perceber que eu não fazia diferença pra eles e que isso não agregava em nada para mim porque eu não sei puxar assunto com uma pessoa direito e ficava excluído isolado em um canto e isso me trouxe alguns problemas como não saber me relacionar direito com as pessoas, tenho uma ansiedade grande e isso acaba me prejudicando e me sinto um covarde por não saber fazer as coisas que pessoas da minha idade já sabem, tenho 20 anos e faço faculdade de direito aqui na minha cidade, sendo que nem sei andar nela, muito menos pegar um ônibus. Hoje em dia eu tenho algumas amizades com o pessoal da faculdade e converso com eles, mas não quero ser uma pessoa carente e ficar enchendo o saco deles o tempo todo, eles até me chamam para sair com eles( isso anos antes da quarentena), mas eu saí poucas vezes com eles para churrasco na casa de um deles, mas eu tenho uma autoestima baixa e sempre acabo pensando que nunca vou conseguir nada, não vou acalmar minha ansiedade, muito menos arranjar uma namorada(sou bv até hoje). Esse ano eu até queria começar a malhar na academia, conversando com meu psiquiatra ele falou que isso ajuda a melhorar a autoestima(sou um cara magrelo, praticamente pele e osso kk), mas meus pais estão passando por dificuldades financeiras e não tem condições de pagar. Eu olho as fotos dos meus colegas com os amigos deles e as vezes penso será que eu nunca vou ter isso direito? Sempre será uma coisa fútil? É isso me desculpe que ficou muito grande, ainda há certas coisas que eu gostaria de postar para ver se podem me ajudar, dar dicas, mas esse é o primeiro.
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2020.10.04 14:54 BolinhaSemCristal Meus erros e desiluções com o mundo do T.i

Durante todo o ensino médio e também nos dois ultimos anos do ensino fundamental, eu gostava de ler sobre Psicologia e filosofia, em si são dois temas que amo de corpo e alma até os dias de hoje!Mas quando terminei o ensino médio (2019) veio a pandemia e com isso meus pais me convenceram a fazer a faculdade de T.i por conta de questões financeiras (Digo, o curso q estou fazendo sai por 119 reais a mensalidade, em contrapartida que o de psicologia sairia por 600).
E tipo, okay, de inicio eu aceitei mesmo não sendo minha área, e logo após isso surgiu o primeiro erro que foi pedir orientação a conhecidos que tenho que são do T.i, eu queria saber o que que eu deveria focar em estudar e todos me falaram sobre uma tecnologia chamada "JavaScript".Blz, estudei JavaScript e as tecnologias que geralmente vem junto a ele (que para quem é da área, eu estou falando de HTML5 e CSS3).
E ai que surgiu a desilução:Com a pandemia o mercado de T.i ficou aquecido como fala tanto os jornais? Sim, ficou, mas ficou pra quem entende uma gama imensa de conteúdos na área!E por mais que os meus conhecidos tenham tido boas intenções em recomendar o estudo do JavaScript e tudo que vem junto a ele (Node, React, Redux e etc...), o mercado para desenvolvedores JavaScript está bem dificil para os programadores juniors entrarem agora!
Pode até parecer excesso de ansiedade (considerando que comecei a estudar essa área em março deste ano), mas a real é que estava nas minhas expectativas conseguir um emprego na área ainda este ano para conseguir dinheiro para sair com minha namorada e meus amigos...Com a pandemia o namoro acabou e nn da pra ver os amigos.Ou seja, no final eu quebrei a cara com desejos grandes sem um pingo de pé na realidade.
O mercado de T.i ta muito intenso e cobrando muito, tanto que se vc quer iniciar na área, ja digo que na outra via desse papo "tem muito emprego", existe também outro rolê que é:"tem que estudar pra caralho!"
é isto.
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.18 22:53 SenhorBrilhante So tive uma namorada por 5 anos e agora que acabou percebo que não consigo chegar em nenhuma garota

Eu só tive uma namorada anos 18 anos e só pq ela que deu em cima de mim. Ficamos juntos até a fatídica traição com o pai dela (isso mesmo) e agora percebo que quero ter uma uma nova relação com alguém que goste, mas não consigo "dar em cima", ou "chegar" em alguém.
Sempre fui super tímido e tive dificuldades até mesmo com amizades. Hoje em dia consigo fazer amizades sem muita dificuldade, mas em questão de "chegar em alguém" ainda me é uma incógnita.
Já busquei ver vídeos no YouTube ensinando esse tipo de coisa, mas acho muito difícil aplicar a mim e sinto que não combina muito comigo.
Eu não sou feio, relativamente bonito, isso já me ajuda um pouco pois era bem mais feio no ensino médio. Mas ainda falta algo para eu sentir a confiança necessária e saber o que falar com uma garota.
Esses dias eu percebi que uma garota/mulher de uma pizzaria meio que deu em cima de mim, eu consegui agir de maneira relativamente tranquila, sem ficar nervoso. Essa "experiência" me deixou um pouco feliz por saber que há alguém que se interesse em mim em quesito de aparência.
Eu queria muito poder chegar em uma garota que achei bonita e interessante e conseguir dar em cima dela sabendo que não estou agindo como um "esquisitão", parecer um estranho é o que mais me apavora.
Caso queiram saber como foi o término e a descoberta da traição, aqui está um post que fiz no Vent: https://www.reddit.com/Vent/comments/h9gjyy/my_girlfriend_cheated_on_me_with_her_own_fathe?utm_medium=android_app&utm_source=share
TLDR: como aprende a dar em cima de garotas sem parecer estranho?
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2020.07.24 19:45 TheGoldenMorn Me sinto um peso morto e procrastinação me consome

Já acompanhava esse sub faz um tempo, mas decidi colocar pra fora depois de ver uma situação parecida com a minha aqui. Bom, basicamente eu me sinto um 0 a esquerda em quase todos os aspectos da minha vida. Vou tentar resumir a história, apesar de ser longa, pra depois falar de situações mais específicas em que vivi.
Desde que me entendo por gente, fui um procrastinador. E a única coisa que me fazia não procrastinar eram crises de pânico que me causavam noites de insônia, ansiedade, perda de apetite e todo o pacote de crises desse tipo, geralmente tudo isso acontecia na escola. No término do 3º ano do EM, aprovação do vestibular e entrada na faculdade passei a ter crises surrealmente fortes, passei por tratamento psiquiátrico e psicológico, comecei a tomar medicação. Bom, eu me senti melhor, de verdade. Parei de ter crises de pânico, parei de ter noites de insônia, conseguia me manter mais calmo. Mas, a procrastinação continuou. E isso foi me afetando de outras maneiras. Eu tinha uma namorada desde o Ensino Médio, no final da faculdade ela me deixou quando conseguiu avançar na carreira. Não a julgo, quero dizer até julgo um pouco, mas eu não estava construindo nada. A procrastinação agora agia sem um freio. Antes, regulada pela ansiedade, eu parecia combater um monstro com outro, agora eu simplesmente pareço não conseguir controlá-la. E isso me atinge demais. Bom, após isso tudo, comecei um outro relacionamento e minha vida continuava indo de mal a pior: briguei feio com meu pai, fiquei expulso de casa umas semanas, até capotei o carro e dei PT (um dos motivos pra briga com meu pai). Pra fechar com chave de ouro, minha namorada engravidou. Eu sempre quis ter filho, sempre me vi como um pai, sempre amei crianças, mas o timing foi o pior possível. Minha família me apoiou muito, eu e meu pai fizemos as pazes, a família da minha namorada também, na medida do possível (e eu entendo o lado deles, afinal eu era basicamente um cara que vivia de bicos que engravidou a filha deles num relacionamento recente).

Passado o susto, comecei a estudar pra concurso já que minha área de formação não tinha perspectiva a curto prazo e a procrastinação me consumia diariamente. Tentei elaborar estratégias, mas sempre fugia das obrigações. Tentei fazer o amor pelo meu filho me motivar e me motivou, mas não o suficiente para que eu conseguisse a aprovação. Minha namorada e eu começamos a morar juntos e passamos a brigar MUITO. Meu filho nasceu e eu nunca amei tanto uma pessoa na vida. Foi o momento mais sublime que eu poderia esperar receber como um ser humano. Inspirado nisso, comecei um emprego intermitente horrível que me pagava muito menos que um salário mínimo e ainda me fazia levar bastante trabalho pra casa. Saí depois de um ano quando começaram a atrasar os salários. Foquei num concurso e passei muito bem, mas exigia teste físico e eu estava bem acima do peso (princípio de obesidade). Meus pais se ofereceram pra pagar um personal trainer, mas era caro e tentei fazer exercício na academia. Não consegui bons resultados, comecei a ter crise de ansiedade e aceitei o personal. O personal disse que eu estava muito em cima da hora pra começar com ele, mas podíamos tentar. Comecei a ter dores, tonturas e fisgadas o suficiente pro personal dizer que não daria, que eu poderia ter um infarto ou algo do tipo se continuasse nesse ritmo. Nisso, a mãe do meu filho me deixou. Vivemos com guarda compartilhada e, apesar de ver meu filho sofrendo muito de saudade de mim ou dela, sei que está melhor assim. A relação se tornou mais sadia, muito mais. Continuei tentando focar pra concurso, QUASE passei em um muito bom aqui na minha cidade, mas não consegui. Depois disso, veio a pandemia. Não tenho concurso pra fazer, não tenho bicos pra arrumar dinheiro, basicamente recebi o auxílio emergencial e tô tentando recuperar meu fôlego diário pra estudar. Eu amo ser pai do meu filho, participo de tudo o que posso na vida dele, me sinto uma pessoa útil e boa quando tô com ele. Eu sei que minha família se esforça muito por mim, por me sustentar, me ajudar a sustentar meu filho. Mas, ainda assim, não consigo me focar pra estudar ou arrumar um emprego. Eu não entendo, sabe. AHHHHH...

Tirando essa timeline, aqui vai alguns desabafos: Eu desenvolvi depressão nos últimos anos, acho que dá pra ver pelo meu texto. Tinha deixado de ir pra psicólogos desde 2014 e voltei recentemente, antes de terminar com a mãe do meu filho. Passei a tentar combater meus problemas mais ativamente como a psicóloga aconselhou, coisas como: tinha problemas de auto-estima por conta do peso, ficava muito tempo parado em casa, me comparava demais com outros, então desde que "quase" passei no último concurso, sabendo que poderia ter uma recaída na bad, foquei em exercícios físicos, uma vida mais saudável e dieta. Consegui perder 8kg. Corria/caminhava 6km quase todo dia. Veio a pandemia, perdi a psicóloga (o plano não adaptou pra consulta online), parei de correr fora de casa, tentei adaptar pra me exercitar em casa mesmo, mas não era a mesma coisa. Não tinha mais concursos pra estudar, não tinha mais pessoas pra interagir. Eu moro numa cidade que a pandemia está começando a "cair" depois de ter atingido o pico, então meus pais começaram a chamar pra fazer exercícios aqui na rua de casa mesmo, sem muito movimento. Tô tentando voltar a estudar pra concurso, mesmo sem perspectiva de reabertura. E, não sei, eu queria fazer diferente. Já são 27 anos da minha vida comigo sentindo isso. Queria saber como combater. Eu quero poder sustentar meu filho, ter independência financeira... Minha família é classe média, mas sempre vivemos apertados. Mesmo assim, eles sempre tentaram me ajudar, mesmo eu sendo uma pessoa complicada. Sei lá, eu sinto como se tivesse algo de errado comigo, como se eu fosse o mais próximo de "amaldiçoado" geneticamente.

Sabe quando capotei o carro? Cara, eu não tinha bebido, eu não dormi no volante, eu não estava distraído, eu não estava dirigindo rápido, eu estava simplesmente andando a 60km/h numa reta, meu pneu estourou, eu senti um solavanco, tentei frear, o carro girou na pista e eu capotei algumas vezes. Saí incólume, só com um arranhão num braço, mas sem entender absolutamente nada e com o carro dando perda total. Virou até uma piada interna da família porque ninguém acredita veementemente na minha versão. Recentemente, comecei a me relacionar pela internet com uma garota e no começo, como toda relação costuma ser, foi incrível, mas agora já sinto o peso de tudo isso que vivi novamente. Ela é muito bem de vida, o pai dela é bem rico e, mesmo eu sempre deixando claro das minhas condições financeiras e ela procurando ser compreensiva, eu sei que uma hora isso vai pesar na relação. Sempre pesa. Sei disso porque já me aconteceu duas vezes. Não é interessante ser alguém fracassado na vida. Ainda mais sendo homem (e isso eu não digo falando que homem sofre mais, estou querendo dizer que até nisso o machismo atinge os homens quando você é visto como sendo "sutentando" pela companheira). Ainda mais sendo pai.

Eu nem falei tudo que queria, mas vou parar agora porque o texto tá surrealmente grande. Sei lá, na minha cabeça ter narrado essa timeline bagunçada pareceu importante. Peço perdão por isso. Agradeço só de alguém ler. Alguém aí já conseguiu combater esse mal que me assola? Força a todos.
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2020.07.23 15:28 lvsbtt desabafo solitário

queria desabafar sobre algo que eu to passando, não tenho ninguém pra contar isso e tá foda.
sempre fui uma pessoa com muitos "amigos", conhecia todo mundo e sempre tentava fazer com que todos gostassem de mim, foi assim minha vida toda. Sempre tentei chamar atenção sendo engraçado e tentando saber de tudo um pouco pra sempre conseguir conversar com os outros,dava certo, tive bastante "amigos" durante minha vida e fui uma pessoa que bastante gente gostava (eu acho).
de um tempo pra cá isso mudou totalmente, no meu ensino médio tive meu primeiro relacionamento (durou 3 anos mas infelizmente acabou), e durante esse tempo me afastei de muitos amigos, briguei com as pessoas e fiquei "sozinho", minha namorada era a unica pessoa que importava e eu só precisava dela na minha vida.
depois que nosso relacionamento acabou eu fiquei perdido e tentei ter algumas amizades de volta mas não tive sucesso por diversos motivos, as pessoas não eram mais as mesmas, eu não era mais o mesmo e muita coisa tinha mudado, acabou que fiquei sozinho novamente.
hoje em dia tenho 2-3 pessoas importantes pra mim, muita gente não gosta de mim e eu me sinto um merda, me mudei da casa dos meus pais faz pouco tempo e passar o dia todo sozinho em casa tá me deixando louco, tenho vontade de chorar todos os dias e to surtando, não tenho com quem falar isso pq não gosto de mostrar pras pessoas quando estou mal e não quero incomodar ninguém com meus problemas.
sei lá, não consigo mais ver um futuro legal pra mim como eu via antes e acho que vou continuar nessa pra sempre, sozinho, triste e fudido, perdi a vontade de fazer tudo, não tenho mais vontade de trabalhar, só quero ficar o dia todo chorando e pensando nas coisas boas que aconteceram pq acho que não tem mais nada de bom pra acontecer.
é isso, valeu pra quem leu e tenham um bom dia
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2020.06.10 05:39 allydunno Completamente perdida no vazio.

Aviso: desabafo muito grande e desorganizado cronologicamente e até ortograficamente. Sei que já exclui esse post várias vezes e coloquei novamente, peço perdão.
Não tenho tanto a reclamar da minha vida apesar de não querer ela, ela nunca foi extremamente ruim, tive os brinquedos que queria e de início uma família reunida. A memória mais vivida que tenho é do bullying. Entrei em uma escola aos 11 anos e foi lá que tudo começou a desandar. Fiz um grupo de amigas inicialmente que no fim eram tudo menos minhas amigas de verdade. A minha "melhor amiga" nesse grupo sempre teve problemas psicológicos (tinha problemas com a aparência dela) e sempre tentei ajudar apesar de ser bem ingênua na época mas, acho que não fiz o suficiente ou talvez não tenha sido uma amiga boa o suficiente. Ela dizia na minha cara que me odiava, me fez sentir mal muitas vezes mas ainda sim eu sentia compaixão e empatia por ela, não por pena mas sim porque eu a considerava minha amiga de verdade. Ela chegou a quase me enforcar um dia na escola, e depois passei a entender que talvez ela me odiasse de verdade. Um dia disse que se ela morresse a culpa seria minha e até hoje eu simplesmente não consigo esquecer isso. Não quero pintar ela como a vilã pois sei que ela estava lidando com conflitos internos mas ainda sim, a forma como fui quebrada e estraçalhada nessa amizade é irreversível. Sofri bullying por outras garotas na escola, minhas outras duas amigas desse grupo me humilharam algumas vezes e foi nessa escola que fui literalmente um objeto para satisfação alheia, não importa o quanto aquelas pessoas me machucassem eu ainda estaria ali por elas firme e forte. Eu passei a me arrastar para ir a essa escola, tomava remédios de ansiedade porque toda vez que eu via aquelas pessoas eu ficava extremamente ansiosa (tive problemas físicos com isso), nunca contei nada a minha mãe e para minha vó porque nunca achei que fosse importante. Inclusive gostei de um garoto (perto do meu último ano nessa escola, passei 4 anos lá) mas hoje em dia me pergunto se gostei dele de verdade ou se senti isso porque todos falavam que a gente dava certo junto, e bem, eu queria agradar todo mundo né?...
Aos 15 anos fui para outra escola começar o ensino médio, de início foi incrível uma das melhores coisas, perdi grande parte da minha timidez e parei de tomar remédios para ansiedade. Comecei a gostar de outro menino e com ele tive meu primeiro namoro e meu primeiro beijo, no começo foi mágico mas depois tudo começou a desandar. Ele queria me forçar a fazer sexo/a ter desejos sexuais, me criticava por não conseguir demonstrar meus sentimentos e afirmava que eu não o amava por causa disso tudo. Me destruiu psicologicamente pois me fez perceber o quão fraca e covarde eu sou. Foi nesse mesmo ano que me machuquei pela primeira vez. Novamente, achei que não era importante então não contei a ninguém.
No mesmo ano comecei a gostar de um garoto, um garoto que me amava de verdade, um garoto que teve uma decepção amorosa anterior e que se tornou meu melhor amigo. Em pouco tempo a gente se aproximou, demais. Beijei ele mas decidi acabar tudo antes de começar porque tive medo, medo de machucar ele assim como eu me machuco, medo de não demonstrar sentimentos e ele se decepcionar, medo de perder tudo. Ele se afastou e parou de falar comigo para sempre, até mudou de escola, me senti a pior pessoa do mundo e me sinto até hoje. Novamente não achei importante, fiquei calada
No ano seguinte, no meu segundo ano do ensino médio, comecei a namorar um garoto que todos falaram que não valia nada mas eu precisava desesperadamente de alguém para me ouvir, me abraçar e ele pelo menos disse que faria isso, mas nunca o fez. Lembro até hoje do dia que tive uma crise na escola (por causa de uma briga familiar) e ele ficou do meu lado olhando o celular o tempo inteiro, me senti uma ridícula por estar chorando e sendo uma namorada ridícula e fraca. Ele também insista na questão do sexo e até chegamos a fazer certas coisas nada muito além mas fiz apenas para agradar, não me sinto bem até hoje com isso. Novamente, fiquei calada.
No final do mesmo ano, tive outro relacionamento, fomos amigos de início mas logo começamos a namorar, de início foi bom -como sempre- mas conforme o tempo foi passando tudo piorou. Ele também insistiu na questão do sexo e bem, foi nesse relacionamento que sofri com estupro e diversos outros toques que me incomodaram. Certos toques eu simplesmente deixei porque ele gostava então achei melhor, melhor para ele mesmo eu não me sentindo nada confortável. No estupro, não tinha muita força para entender e minha mente se tornou um clarão mas impedi ele de ir bem além porque sei que ele iria. Estou com esse menino até hoje porque não consigo terminar, tenho medo, medo de machucar ele parece ridículo mas é verdade, me tornei dependente emocionalmente e mesmo querendo muito terminar não consigo fazer isso, agora irá demorar mais ainda com a quarentena. Enfim, não achei nada disso importante suficiente para falar então fiquei quieta.
Houveram outras coisas no meio desses anos, no meu último ano do fundamental meu pai se separou da minha mãe e nunca mais apareceu, não fala comigo, tentou tirar a casa que eu, minha mãe e meu irmão moramos, passou a viver com a nova família dele, não teve coragem de falar comigo nem para dizer que minha avó paterna havia falecido (isso aconteceu no finalzinho do ano passado).
Meu irmão (quando ainda eramos pequenos provavelmente uns 10 anos e ele uns 15) parou de falar comigo, talvez por raiva, tristeza, não tenho a mínima ideia hoje em dia só trocamos diálogos simples porque moramos na mesma casa, ele e minha mãe brigam várias vezes e parecem dois estranhos entre si ao invés de mãe e filho. Sinto falta dele e das conversas que tínhamos, do abraço dele, das risadas, dos momentos que tivemos mas hoje em dia ele está bem diferente, se tornou muito ganancioso e egoísta. Acho que não tive muita sorte com homens na minha vida sinceramente kkkk
Minha mãe e minha avó são os únicos motivos para eu continuar vivendo aqui, sei que as duas não suportariam viver sem mim então continuo aqui. Minha vó sempre se apoiou em mim e minha mãe também então não seria justo simplesmente fazer elas sofrerem por minha causa.
Me tornei um mar de angústia e desespero, me perdi de mim mesma, olho para o espelho e não sei quem está la mas sei que não tenho orgulho dessa pessoa. Sinto saudades da minha infância quando tudo era diferente, hoje em dia, me tornei destruída, sinto um grande vazio no meu peito. Já senti tristeza por mim, vazio, angústia, até mesmo ódio hoje em dia não sinto nada, sinto um grande vazio num imenso mar de solidão, angústia e silêncio. Não acho meus problemas importantes suficientes por isso nunca falo, acho que outras pessoas sofrem bem mais então não devo ficar falando sobre coisas fúteis como as minhas, falei aqui porque não conheço ninguém, ninguém me conhece e vocês serão como as pessoas que vejo na rua, prestarei atenção mas não nos veremos novamente por isso é mais fácil falar. Sinto essas coisas a muito tempo, desde pequena nunca contei nada para ninguém, talvez tenha sido influência do meu pai porque ele sempre foi uma pessoa fria então talvez me tornei assim também. Me acho um monstro por não conseguir sentir as coisas, faço praticamente tudo porque os outros querem me ver fazer ou gostam, usei diversas vezes roupas para agradar os outros, penteados para agradar os outros, enfim... Me perdi de verdade, não consigo mais organizar meus pensamentos porque tudo está se tornando um borrão. Sou extremamente racional então não irei tentar nada sério, apesar de pensar, me seguro aos meus pensamentos sãos. Talvez futuramente eu procure um psicólogo quando for maior de idade, assim não tenho que dar justificativas para minha mãe não estou preparada para contar tudo isso agora. Aos 17 anos me sinto extremamente perdida, não sei se irei conseguir amar alguém de verdade, não sei quem sou mais tenho apenas leves resquícios meus nesse borrão que eu vejo no espelho, não consigo falar o que sinto, sinto compaixão por todos menos por mim mesma, perdi minha humanidade comigo e não consigo mais encontrar, me sinto um objeto para satisfação alheia. Enfim, essa é só uma parte dos meus pensamentos desorganizados, nunca fui boa para escrever sobre isso mesmo, esse é meu desabafo sobre quase tudo.
Obrigada por ler, se estiver sentindo algo parecido comigo, pare um momento e olhe para o céu: olhar para as estrelas e sentir o vento gelado me ajuda às vezes, espero que te ajude também. ❤️
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2020.05.18 16:29 guilerms The ultimate melancholy experience is the experience of the loss of desire itself.

eu sempre tive problemas com motivação. mas eu fui uma criança inteligente, na qual todos viam potencial. minha família era de classe c e meu ensino fundamental foi todo em escola pública.
fiz o ensino médio com bolsa integral na melhor escola da minha cidade e quase fui expulso, mas isso é outra história. passei na usp e fui morar na capital enquanto tentava manter um relacionamento à distância. aproveitei pouco meus primeiros anos na faculdade. a cidade de são paulo me fez mal.
em 2013 meu pai morreu. meus pais já eram separados e eu tinha umas tretas com ele. minha namorada, na época, não esteve presente no funeral e resolvi terminar.
de volta à minha cidade, rolou um período de quase um ano em que eu tentava me entender como indivíduo e redescobrir paixões em coisas que formam alguma identidade. conheci uma menina nova e entrei num relacionamento de cabeça. terminei meu TCC com um trabalho que me orgulha bastante. Fiz viagens com a minha namorada, a ajudei com a redação do seu mestrado e adotamos uma gatinha. eu a amava profundamente. alugamos uma casa para morar juntos, que eu mobiliei usando um dinheiro de uma casa herdada do meu pai.
a vida estava boa. morava numa boa parte da cidade, com a mulher da minha vida e (agora dois) gatinhos fofos. eu tinha saído da minha área de formação e estava trabalhando como professor, num emprego que era ok mas longe de me dar a satisfação que eu buscava na área da educação, e que também não me pagava o suficiente para cobrir todas as contas. minha economias iam sangrando lentamente, e as acumuladas frustrações profissionais começavam a pesar e me dar um ar melancólico. planejei um mestrado, escrevi projeto de pesquisa e tive boas conversas com um professor sensacional para me orientar. o assunto conciliaria minha área de formação com a carreira em educação que eu queria seguir, além de ser original e muito interessante.
posterguei o mestrado. ela estava no doutorado e surgiu oportunidade de colaborar na Holanda. iríamos juntos, passar um ou dois anos lá. para facilitar a burocracia da minha ida e permitir que eu conseguisse um trabalho de meio período e até alguma pós, casamos.
mas aí os processos de financiamento das agencias de fomento científico atrasaram. eu já tinha saído do meu emprego e não havia mais nada nos segurando na cidade, embora ela precisasse estar em são paulo o tempo todo para o doutorado. mudamos para a capital, um lugar que me trazia memórias de solidão e desencaixe. eu acabei me contentando com um estágio numa escola. era só por alguns meses até emigrarmos.
o estágio acabou sendo cancelado por uns problemas burocráticos. minha sensação de imprestável aumentava, afinal eu não tinha carreira e estava só acompanhando ela. até trabalhei bastante produzindo e editando videos para um canal de youtube que os amigos dela do doutorado fazem, o que me dava algum senso de propósito. comecei a fazer análise nessa época.
eventualmente, uma semana antes de eu completar 30 anos, ela me disse que não queria mais estar comigo. que a minha depressão fazia muito mal a ela. foi a segunda maior dor da minha vida. ela posou de caridosa, me ajudando a encontrar uma kitnet pra ficar. arrumei um outro emprego, que era precário mas pagava um pouco melhor, além de ter alguma possibilidade de crescimento dentro da área de educação.
depois, descobri que ela já me traía com um seguidor do canal do youtube. que, antes de me falar qualquer coisa, já falava pra ele que "o verme tá enrolando pra sair da casa". foi a maior dor da minha vida. passei raiva, falei merda, e me custou superar. o que me ajudou foi usar a bike pra ir trabalhar, escrever um diário e sair com umas meninas fortes e interessantes. nos fins de semana, repetindo o mantra "não fique em casa" tentava entrar em sintonia com a cidade, e tive bons momentos. mas também perdi a inscrição para o mestrado pela segunda vez, agora por falta de atenção com um prazo. rola o divórcio. eventualmente, saio da kitnet e volto para o apartamento em que morava com ela (não sem sofrer, mas era o combinado desde o começo). arrumo um amigo para dividir as contas. ela foi pra tal holanda com os gatos.
dois mil e vish, entra corona. sou demitido na semana em que começa a quarentena. pandemia, desemprego e solidão, agora que eu achava que estava conseguindo me estabilizar financeiramente e emocionalmente. ficando em casa o tempo todo, é difícil encontrar motivação para qualquer coisa. o app de fotos vai me apresentando as efemérides de um ano dos eventos do meu término. já nem é que estou triste, é que nem sinto mais qualquer coisa com intensidade, só as crônicas melancolia e solidão. de vez em quando, tenho uns lapsos de impulso criativo que me colocam pra fazer coisas que eu gosto, tipo fotografar, desenhar, escrever, sei lá. mas na maior parte do tempo estou me distraindo com memes, jogos e pornografia. tenho conversado com algumas meninas pela internet, mas sem a possibilidade de encontro presencial é tudo muito deprimente.
nos próximos meses, eu vou ficar completamente sem dinheiro. eu não sei o que vai acontecer, nem sei se consigo garantir que "vou dar um jeito" ou sei lá. e eu to meio que cagando pra isso. devia estar mais preocupado, me matando pra conseguir algum emprego ou alguma forma de ganhar dinheiro nessa economia de bosta. mas parece esforço em vão, parece que no fim não faz nenhuma diferença.
o noticiário é tão deprimente quanto meu relato.
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2020.04.10 04:02 SubodeiBR Final de namoro, infelicidade, sei lá oq to sentindo...

Boa noite. No ensino médio conheci uma garota que viria a ser minha namorada, resumindo a gente se dava super bem e se entendia demais, nunca ficamos um dia sem se falar, dificilmente discutíamos, mas quando acontecia chegávamos em uma solução fácil. Enfim, terminamos a escola. Entramos em universidades diferentes, e logo no final do primeiro ano ela conseguiu um emprego excelente, e foi morar sozinha. Queria que eu fosse com ela, entretanto eu só fazia alguns bicos que no final do mês davam uns 600 reais. Acabei recusando de morar junto, não queria ser mal visto pela família dela. No final ela acabou vindo morar mais próximo da minha casa, assim conseguiríamos passar mais tempo juntos pq quando entramos nas universidades só conseguíamos ficar juntos finais de semana. E assim se passou mais 3 anos, ela tinha conseguido ser efetivada na empresa e estava com um plano de carreira e eu fazendo meus bicos pra se manter. Foi ai que tudo começou a mudar, ela ganhando super bem, queria fazer coisas que eu não tinha de onde tirar o dinheiro e eu por outro lado nunca quis ser bancado. Finalmente consegui um estágio na minha área, não era um salario maravilhoso porém muito melhor do que eu ganhava e sabia que todo final do mês era garantido na minha conta. Nesse meio tempo ela começou a frequentar os happy hour da empresa, e começou a sair com o pessoal, eu nunca a proibi, muito pelo contrario sempre incentivei a sair, queria que ela aproveitasse a vida não só comigo, pois começamos a namorar muito cedo. Então passou mais algum tempo e eu consegui um "bico" pro fim de semana em outra cidade, minha rotina era acordar as 05 30 e chegar em casa 00:00. Antes desse emprego nos víamos 3 4 vezes por semana. Mas agora nas sextas eu saia da aula e já ia pra outra cidade na casa de um amigo pra poder começar cedinho no outro emprego e chegava domingo as 22h. passaram-se dois meses nessa rotina. Eu só conseguia ficar com ela pra dormir nas segundas e terças, sempre chegava tarde da aula então não conseguíamos sair era basicamente dormir pois vivia cansado, já que não tinha folgas. Até que uma segunda feira ela me liga e diz que n estava se sentindo muito bem e queria ficar sozinha. No outro dia me disse o mesmo ai já liguei pra ela, queria saber oq tava acontecendo. Ela me disse que eu não estava lhe dando atenção, nunca conseguia sair com ela e não estava a vendo muito e se sentia sozinha. Acabou me pedindo um tempo. Quando me disse não acreditei naquilo tudo, eu estava dando tudo de mim para poder acompanha-lá, e teria que ter alguns sacrifícios... Se passou 3 dias eu liguei pra conversar, discutimos e acabamos terminando. No outro dia pela manha ela me liga chorando pedindo desculpas, dizendo que tava muito confusa e tomou a decisão errada. Queria sair pra conversar e colocar os pingos nos is. Conversamos bastante, e eu disse pra ela, que só era pra gente voltar se fosse uma decisão dela, não era pra ser influenciada pelos pais, já que eles tinham muito afeto por mim. Nao iria adiantar ela voltar por eles, não tem como empurrar com a barriga um namoro. Ela disse, sim a decisão é minha, eu quero estar contigo, quero viver contigo, se casar, ter filhos. Você é minha vida, quero te fazer o homem mais feliz do mundo. Ai que homem vai recusar isso? eu me sentia da mesma forma. Acabamos voltando. Fizemos muitos planos, eu larguei o emprego do final de semana pra passar mais tempo com ela. Em dezembro tinha planejado pra morar juntos, essa época era final de julho. Se passaram mais algumas semanas, senti que ela estava estranha, mais imaginei que não seria mais a mesma coisa, depois daquele tempo que demos, quase 5 anos e foi a primeira vez que tínhamos brigado e ficado sem se falar. Deixei rolar... Ai pensei em uma surpresa pro nosso 5 ano de namoro, arrumei uma viajem pra tentar se reaproximar mais e começar uma nova etapa da nossa vida, deixar aquilo no passado. Iriamos viajar no sábado pela manha, contaria a surpresa na sexta a noite. Na quinta me manda uma mensagem, dizendo que queria outro tempo. Meus amigos MEU CHÃO CAIU, FIQUEI SEM REAÇÃO, CHOREI FEITO CRIANÇA, foi uma frustração terrível, não conseguia me concentrar no trabalho, na universidade, é serio foi terrível. Só pensava nela e na resposta que ela me daria. E o pior de tudo a decisão não era minha, isso me consumia, ficava imaginando oq aconteceria, se voltaríamos ou não. Passou 6 dias não consegui mais suportar tudo aquilo e liguei para ela, falei vamos conversar, eu implorei, pra ela voltar, falei muito, muito mesmo e ela só me dizia, não sei, não sei, preciso de mais tempo pra pensar nisso. Me deixa pensar um pouco mais, nao quero tomar a decisão errada, me pediu mais alguns dias. Eu não ia conseguir esperar, eu falei, se tu me amasse não iria ter duvida nessa decisão, então acho melhor a gente terminar de vez! só me diz uma coisa, tem outra pessoa que vc está gostando? ela falou, "nesse tempo que vc me deixou sozinha eu me acostumei e gostei, eu comecei a reparar nas outras pessoas e acabei curtindo". Eu não falei nada, só desliguei o telefone. Terminou por ali 5 anos de namoro por uma ligação telefonica. As primeiras semanas foram difíceis, sentia muito a falta dela, mas com o tempo fui me acostumando. Comecei a sair com meus amigos, conheci novas pessoas, novos lugares e novas garotas. Faz 8 meses que terminamos o namoro e segui com minha vida. Eu não me acho um homem feio, tenho 23 anos atualmente, faz 5 anos que pratico musculação, tenho um corpo legal, mas sei que não sou o Brad Pitt, não tenho muita dificuldades com mulheres, dormi com muitas nesses ultimos meses. Mas em janeiro me bateu uma tristeza absurda, não consegui descobrir oq é, já pensei muito e a solução não vem. Não sei se sinto falta de estar namorando, da minha ex, ou sei lã oq... Sinto uma infelicidade absurda, parece que o mundo ficou cinza. Mas ao mesmo tempo não deixo de trabalhar, estudar, treinar, sair. Meus dias são um saco, são só alguns momentos de felicidade depois volta pra mesma. Mas assim, não tenho vontade de morrer ou fazer alguma merda. Só parece que to vivendo sem um sentido...
O TEXTO FICOU GIGANTE MAS PRECISAVA DESABAFAR!
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2020.01.15 05:35 kingsvell Nunca imaginei que viria escrever algo aqui mas dessa vez, cheguei no meu limite...

Então, desde ja começo pedindo desculpas pelos palavrões e pela forma que vou escrever, provavelmente com muitos erros de português pois escrevo isso com muito ódio e muita tristeza em mim...
Assim, sei que vou ser julgado aqui, mas antes que me julguem, deixa que eu faço o trabalho pra vocês, vai ser mais fácil: Eu sou literalmente UM BOSTA inutil. Eu tenho 29 anos e estou pra completar 30 esse ano, estou numa fase terrivel no qual eu não consigo um emprego tem mais de 7 anos, o último emprego que eu tive foi um "estágio" no qual fui tratado por quem me contratou da forma mais escrota possível.
O que eu mais desejo na minha vida era poder sair da casa de meus pais mas, infelizmente, meu fracasso é tão grande, mas tão grande que eu ja não sei mais o que fazer. Sou formado em Publicidade e propaganda em bsb e no meu ultimo ano de faculdade, basicamente, todas as agencias fecharam pois só existiam escritórios aqui para fazer licitação pq a legislação obriga. Pedi, basicamente, de joelhos a uma "amiga" influente daqui pra me ajudar e nada aconteceu. Mandei meu CV pra ela e eu acredito que ela simplesmente cagou pra mim.
Tentei fazer bico de Uber ano passado porém eu achei aquilo tamanha humilhação no qual não dei conta é basicamente um trabalho escravo e a população faz seu carro de lata de lixo. Se eu consegui fazer 100 reais liquido foi muito! Resultado: Fudi (no sentido de desgaste, depreciação mesmo, nada sério) com o carro que por sinal era de minha mãe, minha mãe não podia saber na época pois tinha tido um AVC e hoje quem acabou cuidando dela sou eu (não tenho do que reclamar disso, mas eu ja não tenho tempo pra mim, pra fazer as pouquissimas coisas que eu gosto pois tbm tenho uma namorada no qual me consome demais, mas não venho aqui reclamar dela.).
Muitas das responsabilidades de casa ficaram sobre minhas costas ja que antes minha mãe fazia tudo aqui em casa. Eu tenho um irmão porém ele trabalha loucamente e é extremamente na dele. Ficaria extremamente feliz se ele ajudasse mais dentro de casa, mas a única pessoa que ele ajuda é a namorada dele que ele trouxe da pqp pra morar aqui e ela ja não ajuda muito aqui em casa e acabou que tirou boa parte de minha privacidade.
Dado um pouco de contexto venho aqui mostrar o porque que eu sou um bosta: Nada adianta você tentar agradar todo mundo que todo mundo pisa em ti. Tentei seguir na carreira de fotografia porém me fudi, sou realmente muito bom mas depois de um certo tempo percebi que não tem como competir com o povo do ramo pois eles fazem questão de te FUDER de verde e amarelo OU quem procura um trabalho de fotografia sempre vai ter um sobrinho pra fazer. Tentei juntar minha formação com a fotografia e também deu errado, apliquei mais de 10 fucking vezes a um dos studios que fazia trabalhos para Caixa, BB e etc, o filha da puta me chamava só pra trocar uma idéia sobre equipamentos e me dispensava. Desisti de tudo e tentei seguir carreira na aviação, coisa básica mesmo, atendimento ao cliente, recepção o que esses agentes de aeroporto fazem, porém, não sei porque, ja tentei mandar currículo escrito que eu tinha ensino médio completo, ensino superior completo, mas, com apenas 3 porras de cias aéreas nessa merda de país fica foda de conseguir uma bosta de emprego, as vezes parto do pressuposto que alguém com ensino superior não vai aceitar o salario que eles oferecem, mas né, pra quem não ganha bosta nenhuma e é sustentado pelos pais, o melhor a se fazer é ganhar 500 conto pra trabalhar meio periodo, sei lá... Mandado cv pras cias e NADA, nenhuma posição. OU seja, em algum momento da minha vida eu fiz uma cagada absurda que não consigo mais porra nenhuma, saca? É uma frustração do qual não tem tamanho.
Eu sei que tem uma galera numa situação muito pior, uma situação muito escrota mesmo... Eu frequentei o Centro internacional de Reabilitação Sarah Kubitcheck acompanhando minha mãe, não reclamo da minha situação quando eu vejo a galera lá toda lascada... O que eu acho foda, pra mim, é que eu não consigo crescer na minha vida! Eu to pra perder outra namorada porque eu não consigo sair de casa, porque não consigo ajuda-la a pagar as contas dela e até mesmo as minhas!
É uma frustração enorme no qual a única saída que eu vejo é o suicidio mas o bosta aqui nem isso consegue fazer! Ja tentei ligar pro CVV e o que eu sempre recebi era uma ligação caindo do nada ou nunca sendo atendido. Ja tentei 3x, na 3a eu fui internado em uma clinica psiquiatrica (2014). Eu não sou de bsb sou do rio, deixamos tudo para trás, perdi todos os meus amigos, fiquei doente, tentei fazer novas amizades aqui mas pelo visto em bsb ninguém quer ser seu amigo se você é sustentado pelos pais ou não é funcionário público.
Eu tento conversar com meus pais sobre isso, sobre as minhas frustrações e eles acham que é babaquice da minha parte porque eles acham que é o objeto de desejo que causa minhas frustrações e não o "big picture". Eu explico: por exemplo, preciso de dinheiro para comprar algo, seja o que for. Eu ODEIO pedir aos meus pais isso logo eu fico frustrado por conta de não conseguir tal coisa... Aí meu pai fica emputecido por achar que se ele me der tal coisa tudo vai voltar a ser o mar de rosas. Eles não entendem que não é o objeto, o tangível, é o fato de eu não conseguir meios próprios para eu conseguir determinada coisa! Uma viagem, um objeto de valor, qualquer coisa... É uma merda depender deles.
É muito ruim se sentir um bosta, não poder crescer com nada, sentir que todo mundo está crescendo e você ficando pra trás. Eu nunca fui bom em estudar, não sei estudar, não passaria em nenhum concurso público, para vocês terem idéia, meu terceiro ano foi em uma escola que ninguém tava nem aí pra nada, o dono só queria o dinheiro mesmo pois reprovei o segundo ano duas vezes. Meus sonhos, todos, ja foram por agua abaixo. Ja desisti de ser pai pois ja não tenho mais condições fisicas e psicolgicas pra isso, nem financeira, né?
Tentei ao máximo tirar nacionalidade portuguesa pra tentar a vida em outro país, mas o dinheiro acabou e o ânimo também depois de ver relatos que mesmo você tendo a documentação, as pessoas nos outros países vão te ver como lixo. Eu to sem perspectiva de vida NENHUMA.
É dificil lidar com meus pais que não olham o que deveriam olhar pra mim, aceitar uma pessoa que não ajuda em casa e que tá com problemas na familia e nào fazem nada, eu não conseguir um emprego pra poder me virar, ouvir sua namorada o tempo todo falando que você precisa arrumar um emprego que ela ja tá velha e que precisa casar logo, minha mãe que não entende o quão fracassado eu sou que depois de formado (2013) em 2016 eu tentei análise de sistemas, em 2017 eu tentei nutrição e 2018 eu tentei psicologia e todos esses cursos deram errado para mim, fica forçando que eu tenho que achar um emprego, porra meu, se eu não dou certo em bosta nenhuma, vai ajudar ficar forçando isso?
Eu moro numa das piores cidades do DF com relação a fazer amizades. Sou uma pessoa que pensa MUiTO no próximo, que não gosta de incomodar, que trata bem, que respeita, mas na cidade onde eu moro é só bolsominion, é só gente estúpida fazendo estupidez, hoje eu quase fui atropelado porque o babaca entrou na contra-mão. Assim, é um lugar onde o povo só olha pro próprio nariz! Eu não nasci pra essa cidade e eu não nasci pra esse mundo. Eu espero que, daqui a alguns dias eu consiga fazer aquilo que eu mais quero pois eu não estou aguentando mais ter que dividir apartamento com gente que não gosta de mim (namorada do meu irmão), não gosto de ficar dando despezas pra meus pais, me sinto um lixo quando eu peço dinheiro a eles, um homem de 30 anos na cara pedindo dinheiro pra papai e pra mamãe? Eu so um lixo de pessoa... Sei lá.
Se você leu até aqui, cara, tu é muito foda, saiba disso. E desculpe o texto grande e bagunçado, é uma ilustração de como minha insatisfação com o mundo tá. Eu começo um assunto que vai puxando o outro nada a ver e que depois volta. Sei lá. Terapia é uma coisa que não funciona pra mim, pois desde a época que eu fui internado, ja passei por mais de 10 psicologos e nada. NADA. Hoje eu tomei uma decisão de simplesmente sumir. Apaguei todas as minhas contas em rede social com exceção da bosta do facebook que ainda tem alguns dos meus jogos conectados a ele, vou procurar trocar meus numeros também. Eu nao quero mais ser encontrado (apesar de ninguém me procurar mesmo), e simplesmente conseguir o que eu mais quero que é pular da janela do sexto andar. Pois o inutil, bosta, o escroto (como a namorada do meu irmão me chamou no TT sem eu ter feito NADA a ela e sempre oferecer as coisas a ela), o babaca aqui cansou, saca?
Desculpe pelo texto. Bom dia, galerinha. :)
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2019.12.17 17:33 KronckTE Meu irmão e sua namorada estão pensando em suicídio

Tudo bom pessoal? Nem sei se meu irmão acessa ou não Reddit, mas vim aqui porque preciso de ajuda em como salvar ele dessa vida, converso com ele sobre isso há 2 anos e ele continua depressivo como sempre e já não sei mais como ajudar.

Um pouco sobre ele: Somos em 3 irmãos, sou o mais velho e ele o mais novo, tem 19 anos hoje, diagnosticado com Asperger (um aspectro mais fraco do autismo), nunca teve amigos próprios (apenas amigos meus que ele pegou gosto, mas nunca fez amizades por ele mesmo), desempregado e não está estudando, vive o dia inteiro dentro do quarto cheio de gatos, apenas jogando e conversando com uma namorada "semi-virtual" que mora a 700 km e eles se veem pessoalmente a cada 6 meses. Não tem vontade nenhuma de estudar, quer arrumar um emprego qualquer para conseguir dinheiro para se mudar com a namorada, não tem motivação nenhuma para absolutamente nada sobre a vida e muito menos sonhos ou objetivos que vão além da namorada dele.

Um pouco de Background sobre a namorada: Depressiva e uma potencial Asperger assim como ele, os pais dela estão se separando no momento e infelizmente não dão a mínima para as condições psicológicas dela, acham que é frescura e estão tentando chamar atenção. Ela já terminou o Ensino Médio, mas não trabalha nem estuda e também só quer um emprego qualquer para poder se juntar á meu irmão, porém... Ela tem "ameaçado" se suicidar ultimamente com todos os problemas. Ela tentou marcar um psicólogo público, mas só tem agenda para final do ano que vem.

Background sobre a família: Viemos de uma família muito boa, moramos em cidade pequena e fomos pioneiros na cidade, logo nem preciso dizer que sempre tivemos muito boas condições financeiras. Porém quando esse irmão chegou aos seus 10 anos de idade, a família se desmoronou... não quero entrar muito em detalhes, mas meu pai perdeu o emprego e se separou da minha mãe. Então tudo virou de ponta cabeça, fomos para escola pública, acabou todo o conforto que tínhamos, a casa teve que ser vendida e ficamos pulando de aluguel para aluguel com a nossa mãe, enquanto que nosso pai nos ajudava aos fim de semana.

Meu irmão com todo o problema de Asperger que ele tem, não se adaptou na escola nova e sofreu muito com isso, desde então repetiu de ano uma vez e nunca mais conversou com ninguém fora de casa, não apenas isso como após algum tempo a separação dos pais deu uma briga MUITO feia, que deixou nós 3 com cicatrizes permanentes em nossas vidas, porém ele era novo demais para tudo isso. Em um determinado momento durante a separação vivíamos muito mal, com roupas sujas, fedidos, casa muito suja, comendo só porcaria e emagrecemos muito.

Atualmente esses problemas acabaram e vivemos bem, eu e meu irmão do meio somos centrados e focados em nossos objetivos de vida, queremos crescer e viver bem, pra isso temos lutado muito com estudo e trabalho. Mas o mais novo, sem que percebêssemos ele se perdeu no meio do trajeto, já faz 1 ano que ele terminou o ensino médio e está parado como mencionei. Fora os problemas, temos pais que nos amam apesar de ser um amor mais frio (somos de descendência japonesa), temos uma avó e tios maravilhosos também, mas esse meu irmão não consegue ver isso e praticamente não liga muito para a família, o foco dele é a namorada e amigos online, é disso que ele basicamente vive e segundo ele... já teria se suicidado á muito tempo se não fosse por eles.

O que já tentei fazer á respeito: No começo tentamos tirar ele de casa sempre que possível, levando ele pra comer fora, visitar praças, etc... Ele estava gostando até e de vez em quando até pedia para sairmos e ir fazer alguma coisa, cheguei a pagar um psicólogo pra ele por 5 ou 6 meses que é especializado em lidar com asperger, porém vimos muito pouco resultado nesse tempo todo e minha grana encurtou então tive que tirar ele (ninguém mais tem dinheiro para continuar pagando), já tive inúmeras conversas com ele sobre a importância do dinheiro, do estudo, de se sacrificar hoje para ter uma vida melhor no futuro, sobre o quanto o mundo é difícil e duas pessoas só ganhando salário mínimo para manter uma casa é puxado demais e recentemente conversei sobre o que é a depressão e como ela te faz perder a visão do que é importante na vida, de como ela te dá pensamentos que ele normalmente nunca teria e isso é uma doença que deve ser tratada como qualquer outra e tem como sair dessa e etc...

O Resultado é que ele se recusa á sair de casa para viver o mundo, expandir a caixinha dele além do próprio quarto e não acha que depressão é curável e pensa que suicídio é sim justificável. Eu estou no meu limite, não sei mais o que dizer ou fazer que faria ele abrir os olhos para a realidade e por isso venho á busca de conselhos, obrigado por ler até aqui.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.15 11:43 B34r_w1th_m3 Eu queria ter sido piloto

Peço perdão pelo tamanho, não esperava que fosse ficar tão grande.
Eu queria ter sido piloto...
Dois anos e meio atrás eu estava meio à deriva no mundo. Estava no segundo ano ensino médio e não sabia exatamente o que fazer da vida. Não me sentia pertencente a nenhum lugar, não tinha exatamente planos pro meu futuro, meu relacionamento com meus pais ia de mal a pior e ainda por cima me metia em brigas.
Eu estava irritado com o mundo, mas eu não podia socar o mundo (embora com certeza eu tenha tentado, ficado com marcas nas minhas mão até hoje para me lembrar de não fazer mais isso). Queria desaparecer, me desintegrar. Me mostraram uma prova que teria para à Academia da Força Aérea e eu pensei "Vou me tornar piloto e voar pra longe de tudo e todos".
Me empenhei como nunca, estudei como um condenado para a prova que viria um Junho, porém houve um problema: eu me apaixonei. Me apaixonei pela aviação. Isso não estava nos meus planos, não era pra isso ter acontecido, mas aconteceu. Eu entrei em contato com esse mundo e me encantei. Ser piloto, ser militar, fazer algo que eu sentia que me deixaria completo. Eu agora queria virar piloto, piloto de resgate ainda.
Me apaixonei também por uma garota, algo que também não estava nos planos. Eu já havia amado antes, mas isso era algo diferente. Era algo que eu não consigo explicar exatamente até. Pra ser sincero eu não sei nem exatamente explicar como que essa mulher entrou na minha vida, só sei que um dia ela estava lá eu eu não queria que ela fosse embora. Melhorei por conta dela. Larguei a raiva, as brigas, as frustrações. Tentei realmente me tornar um homem melhor por mim, pelos outros e, especialmente, por ela.
Por muito tempo as coisas na minha vida estavam boas. Realmente boas. No dia de fazer a prova da AFA, passei pra segunda fase (algo que eu honestamente não imaginei que fosse realmente acontecer). Comecei a treinar para os testes físicos que eu teria de fazer para provar que eu estava apto para me tornar um militar. Apto para me tornar um piloto. Meu relacionamento com a garota ia ficando cada vez melhor. Eu não acreditava que existiam pessoas feitas uma para as outras, mas comecei a acreditar. Comecei a acreditar nisso, logo eu que sou a pessoa mais cética que conheço.
No dia de fazer os exames físicos, fui reprovado por ter queimado a linha de largada de uma das provas. Serei sincero com você, reddit, doeu ter sido barrado naquele ponto, especialmente por uma coisa tão boba quanto pisar numa linha, mas foi uma dor momentânea. Eu agora sabia o que eu queria da minha vida. Eu queria ser piloto, queria continuar esse relacionamento com essa mulher que sabe-se lá como eu tive a sorte de ter na minha vida.
Virou o ano e comecei novamente a me preparar para a prova que teria em junho. Estava confiante e determinado. Foram seis meses de preparo duro, mas que valiam a pena. Eu enxergava na FAB e na mulher meu futuro. Chegando em junho eu fiz a prova novamente. Saí da sala de prova confiante que havia conseguido passar pra segunda fase. Passado cerca de um mês saiu o resultado. Fui reprovado.
Eu não atingi a nota mínima em matemática para passar para a segunda fase. Quando fui corrigir minha prova com o gabarito oficial, havia contado que havia tirado mais do que o necessário para passar. Até hoje suspeito que cometi um erro na hora de passar o gabarito. Posso estar errado, porém. Talvez eu tenha ido pra prova confiante demais sabendo de menos.
Fiquei desesperado, já que minha mãe havia me dado somente aquele ano para passar numa faculdade. Eu não consigo por a opção "Aviação" num vestibular. Não sabia para o que prestar. Mas não havia problema, já que a mulher que eu amava ainda estava comigo. Decidi, depois de muito pesquisar e conversar com amigos e meu pai, prestar engenharia mecatrônica. Era uma área que eu me interessava, mas, honestamente, não me imaginava trabalhando com ela. Decidi fazer isso, mas eu ia tentar a prova da AFA uma terceira vez no ano seguinte.
Chegando o final do ano, época de vestibulares, a ansiedade dos alunos está no seu máximo. Muitos sentem a pressão desse sistema injusto. Uma competição brutal, se me perguntar. Eu, tentando focar no meus objetivos, não fui afetado muito por ela, mas minha namorada foi. MUITO afetada. Sua ansiedade despertou de uma forma esmagadora. Ela se viu no conflito entre prestar o vestibular para a área que ela amava e prestar para a área que achava que deveria fazer, já que arte não tem renda tão garantida assim. Ela não queria mais sair de casa, ver seus amigos e a mim, fazer antes as coisas que amava. Ela foi definhando. A mulher que eu amava estava se afundando num buraco que sua própria mente cavava. Me doía ver aquilo. Eu tentava ajudar, mas a melhor ajuda que eu consegui fazer era manter minha distância.
Não muito tempo depois que isso começou, ela admitiu pra mim que não me enxergava mais como uma pessoa que lhe causava prazer, mas sim como uma responsabilidade. Ela se forçava a falar comigo para não me magoar, mesmo que a ansiedade dela fizesse com que ela quisesse se isolar de todos os seres do mundo. Ouvir aquilo me feriu de uma forma que nada até hoje chegou perto de fazer igual. Já levei muitos socos, chutes, cortes e diversos outros tipos de ferimentos, mas aquilo fez algo comigo que me fez questionar minha própria existência.
Eu estava falhando em proteger a pessoa que eu mais devia proteger nesse mundo. Estava fracassando na minha única missão que realmente importava, que era fazer ela feliz. Eu era um fardo pra ela, uma responsabilidade que só aumentava os seus sintomas.
Sabendo de tudo isso, fiz a última coisa que eu pensei que teria de fazer: terminei com ela. Cada célula do meu corpo dizia para eu não fazer isso, que íamos conseguir passar por esse momento delicado. Mas eu sabia que não íamos. Eu era uma das fontes da tristeza dela. Ignorando cada parte de mim que protestava, terminei com ela para o próprio bem dela. Ela tinha que melhorar a qualquer custo, mesmo que esse custo fosse o nosso relacionamento.
As coisas só pioraram então. No início do ano seguinte, 2019, fui diagnosticado com uma espécie de diabetes. Isso significava que mesmo que eu passasse na prova escrita da AFA eu seria reprovado nos exames médicos. Meu sonho de ser piloto se foi. O futuro que eu havia sonhado por um ano e meio se foi. A mulher que eu amava e as minhas asas. Talvez eu tenha sonhado demais. Talvez eu tenha sido Icarus e voado perto demais do sol e me queimado. Talvez eu podia ter evitado tudo isso se eu tivesse sido menos arrogante na hora de fazer a prova e se eu tivesse sido menos um fardo para a minha namorada.
Eu estava novamente perdido. O que que eu deveria fazer? O prazo imposto estava prestes a acabar. Tentei me recompor ao máximo e traçar um novo plano. Deixaria meu choro somente para as noites no meu quarto, porque de dia eu precisava trabalhar, pensar num novo rumo.
Passei pelo ENEM pra uma faculdade boa em outro estado para engenharia mecatrônica. Eu estava agora ficando com uma outra garota, porém nada tão intenso naquele momento quanto era com a minha ex. As coisas estavam tomando um rumo que havia potencial. Mas não era meu sonho.
Meses se passaram e cá estou, distante do estado de onde eu vim. Estou namorando essa nova garota faz um tempo já e as coisas estão indo muitíssimo bem. Eu estou gostando de fazer essa faculdade. Morar sozinho tem sido uma experiência fantástica. Fiz novos amigos e estou vivendo uma vida nova. Ainda assim eu ás vezes queria poder mandar uma mensagem pra ela e dizer "você ia amar o céu estrelado daqui", ou "eles rasparam meu cabelo no trote da faculdade!". Queria poder olhar para um avião no céu e não soltar um suspiro triste, pensando como a vista lá de cima deve ser bela.
Estou escrevendo isso, reddit, porque hoje descobri que ela está namorando um outro cara. Isso me abalou de início. Me senti injustiçado. " Por que que ele podia ficar com ela e eu não?" eu fiquei me perguntando por horas enquanto eu chorava em minha cama. Quando todo esse momento passou, eu pude refletir um pouco melhor. Estou feliz por ela, de verdade, até porque eu fui o quem seguiu em frente primeiro. Porém, o mais importante, isso mostra que ela está bem de novo. Bem o suficiente para confiar de novo em alguém da forma que ela confiava em mim. Isso é tudo que eu quero, que ela esteja bem. Devo admitir, porém, que, assim como eu invejo o piloto do avião, eu invejo esse novo cara. Tanto o piloto quanto ele tem uma vista muito bela diante deles.
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2018.07.13 00:27 Guilherme_marquess Literatura - Contos

Boa noite comunidade do reddit Brasil, já faz algum tempo que venho pensando em publicar um livro de contos, a minha ideia é produzir uma série de contos que envolvam temas que estão em pauta na sociedade atual e assuntos que são pouco abordados, temas como estupro, assassinato, machismo, racismo, incesto, suicídio, temas que acontecem no cotidiano, aparecem nos dados, mas as pessoas em sua maioria mesmo conhecendo algum caso, deixam de lado. Ainda preciso evoluir muito na questão da escrita, mas trago para vocês uma pequena amostra do que tenho escrito. Quem possuir alguma dica construtiva, indicação de alguma forma de conhecimento que possa ajudar-me, ficarei grato.
Nunca teve muitos desejos desde de pequeno e adolescente, conformava-se com qualquer situação onde se encontrava. Não sentiu interesse em entrar em uma faculdade, também não em conseguir um trabalho que lhe pagassem bem, afinal nunca foi de gastar muito com qualquer coisa. Trabalhava em uma empresa de ônibus local, conseguiu o emprego depois de concluir seu ensino médio, permaneceu anos na mesma linha e no mesmo horário, nunca cogitando trocar de emprego e se quer alterar a linha que fazia, gostava daquele, era perto de sua casa e tinha uma carga horária menor que as demais linhas.
Todos os dias passava pelos mesmos locais, conhecendo cada pessoa que entrava nas paradas durante o percurso, sentia falta quando alguém não entrava, conseguiu até fazer umas amizades que puxavam assunto de vez enquanto. Conhecia cada local, cada casa, cada loja, conhecia tudo o que existia e que havia sido construído depois que começou a trabalhar naquela linha. Era uma pessoa extremamente pontual, sempre acordava, arrumava-se, andava alguns metros até chegar na garagem dos ônibus, cumprimentava todos os funcionários do local, fazia sua oração e saia exatamente 7:30, não saia um minuto antes e se quer um minuto depois, sempre pontual e chegando nas paradas no horário previsto, quando possuía afinidade com algum passageiro e sabia que ele estava chegando, encontrava um modo de atrasar um ônibus e rever a pessoa entrando em seu ônibus, era um dos seus pequenos motivos de felicidade.
Trabalhava anos naquela profissão, uma das únicas mudanças durante 50 anos de trabalha foi troca de cobrador, pois ele que conseguiu passar em um concurso público para trabalhar na capital e uma mudança de ônibus porque com o péssimo estado de algumas partes da cidade, ônibus acabou sendo afetado. Durante os anos de profissão, ocorreu algumas greves por um salário melhor, greves para melhorar as pistas e segurança para os motoristas que frequentemente passavam por péssimas experiências por causa de pessoas que entravam mostrando ser passageiros e depois disso, anunciavam um assalto e levava os pertences dos passageiros e dinheiro guardado no caixa, mesmo com todos esses acontecimentos, não concordava com as manifestações, afinal, nunca tinha acontecido com ele, sendo assim, algo que não lhe afetava, assim como o valor do salário e a qualidade das estradas, estava perfeitamente satisfeito com as péssimas condições e gostava de ficar observando o que acontecia durante o percurso e olhar a expressão dos passageiros pelo retrovisor que de vez enquanto, sorriam para ele.
Sua família era muito simples, filho único, seu pai era policial e ganhava um salário suficiente para manter as coisas em casa e sua mãe por ter sofrido um acidente, tinha sido invalidada e passado o resto de sua vida em casa. Perdeu ambos muito cedo, seu pai acabou sendo baleado enquanto estava sem serviço e sua mãe por uma péssima alimentação e poucos exercícios, desenvolvido uma doença nos músculos e falecendo alguns meses depois. Ele nunca foi muito próximo de ambos e ficou mal por algumas semanas mas depois disso, tornando-se e continuando em sua profissão focado como desde o começo. Algumas vezes chegou a conversar com algumas moças, mas nunca tendo amado de verdade, muito menos se apaixonado, não sentia interesse em qualquer forma de relação e algo do gênero nunca fez falta, acabou passando a vida só e mesmo assim, sem esposa, namorada, sem amigos, apenas mantinha contato com seus colegas de trabalho mas nenhum dessas interações, jamais saindo do âmbito de seu trabalho, era apenas por necessidade.
Naquela mesma cidade, morava um garoto que sempre mostrou ser uma pessoa bastante curiosa, perguntava para seus pais sobre o que causava cada coisa, sobre o mundo, sobre o universo, sobre as pessoas, sempre lia livros de fantasias e cada vez mais interessava-se por cada coisa aparecia para seus olhos. Estudava em uma escola pública da região mas frequentemente faltava por causa da falta de professores, mas sempre que conseguia, fazia de tudo para conseguir chegar em sua aula. O ônibus que pegava era o mesmo da linha do motorista, sempre fica observando aquele senhor, por vezes escutou os passageiros comentarem que ele era sozinho, também que a sua rotina se baseava no trabalho e sua casa. Sempre se perguntava se ele era feliz daquele modo, porque a vida dele era assim e se algo tinha levado ele a viver daquele modo, era realmente um mistério para ele e todos os dias se pegava pensando nisso. Muitas pessoas parecem possuir um passado interessante e também uma vida mas quando conhecemos sua verdadeira face, não existe muitas coisas que realmente podem nos impressionar como esperávamos. Era esse o caso mas a imaginação do jovem lhe proporcionava imaginar milhares de coisas sobre o senhor que mal conhecia e todos falavam mal.
Um dia o garoto ficou até tarde acordado escrevendo um trabalho, precisava da nota para passar na matéria e então mesmo lutando contra o sono, permaneceu acordado. Seus pais lhe acordaram e mesmo com sono, fez suas atividades matinais, tomou seu banho e despediu-se dos pais, logo depois caminhou até a parada próxima e esperou o ônibus. O ônibus estava com poucas pessoas, algo que raramente acontecia mesmo sendo uma cidade com poucas pessoas, então pensou que poderia tirar um cochilo antes que o ônibus chegasse em sua parada. Encostou próximo ao vidro colocando o seu casaco como uma espécie de travesseiro e fechou os olhos, depois de alguns minutos caindo no sono e por estar cansado, passando direto da sua parada, acordando apenas no terminal. Ficou extremamente preocupado por não conhecer aquele local da cidade e também por perder os pontos que precisava para passar no bimestre. O motorista que sempre pensava sobre a vida, estava no ônibus, então saiu pela porta de trás e entrou novamente no ônibus, sentando-se nos bancos atrás do banco do motorista e aproveitando a falta de movimento e a oportunidade de matar parte de sua curiosidade, olhou para o senhor e então disse:
- É verdade o que dizem sobre o senhor? - O que dizem sobre mim? - Que o senhor não tem família, que tem muitos anos que sua vida é apenas dirigir esse ônibus e descansar até o outro dia em sua casa.
O senhor ficou sem expressão por alguns segundos, olhou nos retrovisores e então calmamente respondeu o garoto:
- Desconheço porque dizem essas coisas sobre mim, não importa o que faço fora daqui e também, o que faço da vida, mesmo assim, é verdade, perdi meus pais muito cedo e trabalho nessa profissão tem um bom tempo, mas isso não é algo que você ou alguma outra pessoa precise se preocupar.
O garoto achou grossa a resposta do senhor que sempre era tão calmo, esperava que ele respondesse que era uma mentira, possuía expectativas que fosse apenas um boato de pessoas que não conseguem conversar sobre algo mais interessante. Mesmo assim, não estava decepcionado com a cruel verdade sobre o senhor que idealizou uma vida fantástica, não desistiu de continuar com suas perguntas, na verdade, ficou empolgado e perguntou:
- Mas por qual motivo sua vida é assim? Digo, porque nunca pensou em fazer outra coisa? Porque continua fazendo as mesmas coisas? Isso não lhe torna infeliz?
- Pelo contrário, eu gosto de todas as coisas que faço, tudo isso que vivo, foram minhas escolhas, continuo bem fazendo isso, nunca parei para pensar em fazer outra coisa. Sou bem feliz com a minha vida, espero que consiga ser feliz do mesmo jeito que eu sendo sincero, ainda possui muito para viver, é jovem, cheio de pensamentos, cheio de vontades, espero que faça bom uso disso tudo. Tenho que continuar prestando atenção no trânsito, não seria bom caso eu batesse em algum carro por descuido.
O garoto ficou frustrado, não era o que esperava, não conseguiu encontrar nada demais, sem grandes feitos, sem grande aventuras, não era o que ele imaginava. Então, apenas dirigiu-se para os bancos traseiros, sentou-se e ficou lá até sua parada. Apenas uma das primeiras decepções que alçamos esperar demais de coisas que não possuem muito para nos apresentar, mesmo assim, valendo a pena conhecer .
Depois de passar boa parte do tempo pensando nos questionamentos do jovem, o senhor terminou a sua linha e caminhou até sua casa. Trocou de roupa e esquentou a comida que tinha guardado do dia anterior, sentou-se no sofá e ligou sua pequena televisão. Depois de jantar, parou para pensar sobre o seu dia, mesmo com poucas coisas interessantes, sempre cultivava esse hábito. Pensando sobre porque as pessoas falavam mal dele mesmo ele sempre esforçando-se para agradar as pessoas. Não compreendiam porque esperavam mais coisas sobre a vida dele, também as críticas por trás do seu estilo de vida. Ficou minutos pensando nisso até que caiu no sono, depois disso, nunca mais pensou nessa questão. Continuou mantendo sua rotina, seu estilo de vida, por mais alguns anos seguidos sem mudar absolutamente nada além dos pratos preferidos por ter desenvolvido diabetes por sempre mascar balas enquanto dirigia.
Anos mais tarde, teve sua aposentadoria forçada por causa de políticas dentro da empresa referente ao tempo de permanência no emprego. Mesmo contra sua vontade, teve que abandonar seu emprego e deixar tudo aquilo que ocupava todo o seu cotidiano. Com uma expressão triste, pegou algumas coisas que guardava em seu armário, seu escapulário que estava no retrovisor do ônibus e seus ex-colegas de trabalhos. Voltou para sua casa, sentou-se e pensou sobre o que poderia fazer agora que encontrava-se sem emprego e o que poderia fazer com o salário da aposentadoria e as econômicas que conseguiu durante todos os anos trabalhando como motorista. Como já estava tarde, decidiu dormir e pensar sobre o que faria de sua vida, deitou-se e em um sono tranquilo, adormeceu sem muita preocupação, o que viria depois ainda não estava claro para o velho senhor toda a complicação.
Depois que acordou involuntariamente continuou sua rotina, até perceber que depois dos hábitos que cultivava em sua casa nada mais teria para fazer. Quando a nova realidade apareceu mais clara em sua mente, mais fresca e todo o vazio que restava depois disso, lhe abalou como um terremoto abala um prédio e tudo o que resta é esperança de que continue em pé mesmo com todos os danos que deixam marcam em sua estrutura. Se manteve parado em frente a sua porta, pensando para onde iria, o que faria, se perguntando o que poderia fazer em sua casa, mas não chegava em nada demais, nunca se preocupou com alguma espécie de entretenimento, nunca ficou muito tempo além da noite descansando dentro da sua casa. Dentro de todo aquele vazio sem pessoas, sem cor, encarava a porta, pensando em tudo o que poderia existir lá fora, mas uma dúvida enorme apresentava-se para ele, mesmo tendo andando por anos naquela cidade, conhecia apenas os locais por onde sua linha passava, conhecia apenas as pessoas que entravam em seus ônibus e os seus colegas de trabalho. Percebeu que aqueles pequenos locais, era o seu mundo, que as pessoas, não passavam de um mero cenário, passou anos dentro de uma realidade que se quer conhecia, toda a perspectiva de conhecer, uma ilusão. Todo o entretenimento que poderia ter, perdeu-se com o tempo em seu próprio mundo sem se quer ele perceber, sem conhecer nada, mesmo vivendo anos, sem ter feito nada mesmo com muitas coisas para fazer e com tanto dinheiro acumulado que não foram gastos com absolutamente nada. Andou pelos cômodos de sua casa, não tinha nada que tinha produzido, não tinha nada que comprou e muito menos que recebeu de presente de alguém, nenhum feito, nenhuma memória feliz, nada que ele poderia observar e reconhecer como algo que fez sua vida valer a pena.
Saiu da sua casa e andou pela rua, não reconhecia o que as pessoas estavam dizendo, não reconhecia o que as pessoas estavam vestindo, com tantos anos estando na direção de um ônibus, não sabia onde cada uma das outras linhas levavam e pensava se os motoristas tinham uma vida como a sua, se as pessoas sentadas no banco do passageiro, pensavam o mesmo que o jovem anos atrás que atualmente deveria estar adulto comentou sobre o que falavam sobre ele e ele tão preso em sua rotina não foi capaz de perceber. Sentia-se uma pessoa de outro mundo, outra realidade, sentia-se distante de todo aquele mundo onde permaneceu anos inserido que agora, depois de tudo, parecia algo totalmente novo. Pensava sobre o que poderia ter feito, como tudo poderia ter sido diferente, se agora estaria mais feliz, se agora poderia sentar-se em uma mesa e contar para a juventude tudo o que aprendeu, tudo o que viveu, tudo o que absorveu do mundo. Agora não tinha a mesma saúde, não tinha o mesmo tempo, sua conta dinheiro para viajar para qualquer lugar, comprar o que quisesse, visitar algum local que gostasse, mas não conhecia nada, se quer tinha escutado falar, também, não poderia convidar alguém para uma conversa, não conhecia ninguém, não poderia compartilhar algo que sentia, não tinha vivido nada que lhe despertasse amor, felicidade, prazer, muito menos uma pessoa que pudesse escutar tudo o que depois de ter percebido o enorme vazio que tinha criado, era como aquelas pessoas e locais que apareciam durante o seu percurso, encontravam-se lá, mas eram desconhecidas, não conhecia sentimentos, memorias, olhares, gestos, o que amavam, suas comidas e músicas favoritas, seus momentos felizes, seus pensamentos, sua história, estavam lá, mas ao mesmo tempo, não eram nada, depois de sumirem da visão, nada restaria daquelas pessoas, assim como depois que partisse, não teria feito, nada teria criado, nada teria conhecido, se encontraria no mesmo estado dos primeiros anos da sua vida de imaturidade, indecisões, inocência, anos de vida e nada vivendo. O senhor apenas pensava se poderia ainda viver o que não viveu, fazer algo que compensasse todo o tempo que perdeu, se ainda restaria algo para sentir, viver, conhecer, se o mundo que todos os dias se apresentava poderia lhe fazer sentir tudo o que não tinha sentido.
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2018.03.11 13:54 CeciliaShi Sério! Como nossa mente é capaz de inventar tanta maluquice?! Rs

Acordei 6:00 aliviada, estava feliz, para cima, sem rancor, sem ódio.. pela primeira vez depois de meses estava de verdade bem. Fiquei assim: O que será que sonhei?! Sonhei com vc G ou com vc R?! Não faz sentido estar tão feliz. Algo me dizia, desde o início, que tinha sido com o G. (Pra quem não sabe, namorei durante um tempo o G e as coisas não terminaram bem. Ainda gosto muito dele, mas não daria certo d nv.. as mágoas geradas foram d+. Tvz em um futuro distante.. mas agora, não! Eu nunca tive nada com o R. Ele é só um carinha que tive uma leve queda no ensino médio. Mas isso já faz quase 3 anos. Enfim...). Bom, é óbvio que não lembrei do sonho!! Quando preciso lembrar de algo, minha mente me sacaneia ao extremo. Queria saber o que tinha acontecido para levar esse sentimento comigo, para não ser esquecido. Se no sonho, eu consegui perdoá-lo e me perdoar, tinha que saber o que era para q isso acontecesse todos os dias e não somente agora.
Ok.. voltei a dormir com o pensamento: Putz! agora vou sonhar algo que vai me deixar com raiva. Tô até vendo eu acordando puta.
Tem quase 20min que acordei... gente, vcs não vão acreditar kkkk Sonhei, lembrei do sonho e sério! Eu mesma ri de mim.. ou melhor, da minha mente. Ela me sacaneou de nv, mas não me deu esperança nem nada. Pelo contrário, me deu a minha primeira comédia do dia.
O sonho (não me lembro de tudo, mas lembro das partes mais importantes): Estava eu, a atual do G (ela ainda não era a namorada, viria a se tornar logo depois), a mãe dele e uma amiga (acho até que era a tia dele). Estávamos conversando, quando a menina disse que entrou no face da K (tia dele) e eu e minha ex-sogrinha nos entreolhamos (cumplicidade do tipo: não olha de mais não senão vai achar quem não deve - G - e se encantar por ele, mas ele já tem namorada - Ela sempre gostou de mim, então, deu para entender essa parte). Depois chega o G pagando flexão na rua.. (me deem a permissão de dizer isso: vc estava muito gato/gostoso 😁). Enfim, neste exato momento, a menina vira namorada dele do nada. Eu saio para cv com ele (n me lembro do q disse ou se disse alguma coisa), dou-lhe as costas e começo a ir embora. Ele dá alguns passos na minha direção, eu paro, a namorada dele sai de dentro de casa e vem até nós. Não sei como, mas fomos parar perto de um carro.. neste momento, aparece o ex da menina com alguns amigos. Ela nos faz entrar as pressas no automóvel. Começa aí uma perseguição.. 🤦 Os meninos nos alcançam, saímos do carro, eles vêm até nós.. cara, essa é a parte bizarra. O ex dela era o diabo e seus amigos seus seguidores. Quem eles cumprimentassem com aperto de mão, teria sua alma absorvida. Eles estavam ali para nos levar para o inferno... Então um dos seguidores dele dá a mão ao G, mas não acontece nada. O diabo, puto, joga seu amigo para o lado e ele mesmo dá um aperto de mão no meu ex. De novo, não acontece nada. Enquanto o diabo dá a mão ao G, ele consegue visualizar o motivo de não conseguir levá-lo para lá.. é simples! O diabo vê minha imagem ao mesmo tempo que fala "Só o amor de verdade pode salvar".
FIM!
Não lembro de mais nada do q possa ter ocorrido depois..
Acordei e sério! Dei uma pequena risadinha. Como nossa mente nos prega peça, não?! Como ela é capaz de inventar tanta maluquice! kkk Não me deu esperança, mas aliviou minha alma um pouco. Falo no sentido de ter rido um pouco.. ultimamente, ando muito tensa.
Enfim, qual foi a maior peça que sua mente já te pregou?!
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2016.03.22 09:16 AquaticOx Contagem regressiva para usar meu diploma para vários nadas.

Bom vou resumir um pouco meu currículo e depois explicar o que me aflige. Sou técnico químico formado(sem experiência na área, pois na época o curso técnico era em conjunto com o ensino médio. Não tinha como estagiar). Logo após o ensino médio eu ingressei direto em uma universidade federal onde atualmente curso química industrial, possuo um intercâmbio nos USA de um ano e meio onde aperfeiçoei o inglês, estudei química em uma universidade americana e até trabalhei por 3 meses num laboratório de pesquisa. No Brasil sempre estive envolvido com pesquisas(a única coisa que tenho para ocupar meu tempo e ganhar uma bolsa de 400 reais para me sustentar), minhas notas sempre estiveram entre uma das melhores do meu curso. Até ai legal, mas chegou a hora de fazer estágio.
E estou louco para arranjar um estágio. O problema é que eu já estou há 6 meses na procura. Mando 1000 currículos e tenho resposta de 3, faço todas as entrevistas chego até a entrevista final e sempre preferem contratar um cara que tem alguma experiência(WTF?? estágio não para dar experiência??) ou o estudante de engenharia química(mesmo que a vaga não tenha relação com engenharia). São tantos currículos enviados que aparece que alguns websites abrem vagas fantasma, só para dizer que eles tem 10.568 oportunidades.
Eu me formo em um ano e meio e sinto que se eu não arranjar um estágio é a mesma coisa que eu pegar meu diploma e fazer um aviãozinho de papel. Vou ser o químico sem experiência que não vai conseguir um emprego nunca, assim como eu sou técnico químico que não consegue um emprego pois não tem experiência, mesmo que eu tenha registro no conselho de química e habilitação para trabalhar na área perante a lei brasileira.
É verdade que a opção de fazer mestrado e doutorado na área da química seria bem provável. Mas eu não quero ter q estudar mais 7 anos para talvez ai começar a ganhar algum dinheiro na vida. Eu estudei, eu quero um empreguinho meio boca, onde vou ser escravo mas pelo menos vai dar pra parcelar um carro e viajar com a namorada, começar a construir algo sólido para uma futura família. Ai quem sabe junto com o trabalho fazer uma pós-graduação.
Eu quero sair dessa minha situação que qualquer aperto no orçamento eu tenho que ligar para mamãe me mandar um dinheiro(mesmo que ela apoie meus estudos e tenha condições financeiras). Me dói profundamente ter que ligar e pedir dinheiro, questão de orgulho. Meus irmãos sempre trabalharam e não pediam dinheiro.
Eu só consigo pensar em uma coisa ultimamente: EU NUNCA VOU DIZER PARA O MEU FILHO SEGUIR A PROFISSÃO QUE ELE AME. Eu vou chegar e dizer: - Olha, analisa a sua situação e decide o que você quer? ser sustentado até os quase 30? Você sabe se o seu estudo vai te dar uma boa oportunidade no mercado?
Se eu soubesse disse a 5 anos atrás, talvez tivesse estudado mais 1 ou 2 anos para o vestibular e tentado medicina(acho que nesta área só não exerce a profissão quem não quer).
Enfim, cada dia que passa é um dia a menos sem conseguir um estágio e um dia mais próximo de ganhar um diploma sem valor algum.
Sintam-se livre para opinar, só queria desabafar. Muito obrigado pela atenção.
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